Prosa poesia e alguma opinião.

Blog contendo crônicas, prosa, poesia e de vez em quando alguma opinião.

24.1.09

Transverso.

Noite avara,
Que abraça minha nostalgia.
Dizendo que quando é encanto
Enquanto a relatividade assim se fazia.
Pois se assim jazia
Em um canto o pranto;
Meu sorriso dormia
Nas dobras únicas
Da minha dicotomia.
Noite e dia para espanto,
Bem e mal
E, entretanto:
Um amor assim me impelia.
Nessa profundidade absurda.
Na necessidade absoluta.
De um amor sem fim…
Minha veemência desmedida.
Amordaçada! Ante a candura
Dos teus olhos.

Gerson F. Filho.


criado por gerfs.rol    18:08 — Arquivado em: Adulto, Outros

20.12.08

Antes de tudo.

Se assim for permitido dizer;
Desconheço apenas a vida.
Nestas páginas estou ainda,
Tentando modestamente ser.

Existir se, todavia merecer.
Galgar sonhos minha lida,
Obter sensação desmedida.
Amar antes e então perecer.

Tudo! Antes que seja tarde.
Delírio no âmago da verdade,
Toda paixão antes da unção.

E se após vier o depois;
Cultivarei lembranças a dois.
Eu e o momento: recordação.

Gerson F. Filho.

Feliz natal!

criado por gerfs.rol    20:06 — Arquivado em: Adulto, Outros

17.12.08

Revés.

 

Enquanto posso falar de amor:
Canto ao combalido crepúsculo.
Pavimento o caminho do rumor,
Com paixão aceno, e gesticulo.

No último filete de luz a dor,
Pois há de ser breve o versículo.
Enquanto posso falar de amor:
Canto ao combalido crepúsculo.

Então deito na noite em ardor;
Vindo a madrugada perambulo.
Pensar em ti um vil desamor,
Talvez seja nisso que me anulo,
Enquanto posso falar de amor.

Gerson F. Filho.

 

criado por gerfs.rol    17:10 — Arquivado em: Adulto, Outros

30.11.08

Corrosão.

 

 

    Eu e o reflexo; espelho circunflexo. Não me reconheço no amplexo da ocasião. Onde a hora me adula para ornato da sensação. Situação inusitada, estimulada na mixórdia dos meus pensamentos.

    Elementos desconfigurados estereotipados mal resolvidos, imbuídos na obscenidade de ser correto. Sim! Porque hoje estultice simulada é o simulacro da verdade.

  O cinismo que reveste o cotidiano, percepção que tudo não passa de engano, mas no fundo da imagem se vê o rastro da inconformidade. Em volta a trilha da destruição se alimenta nas atitudes lamentáveis.

   Lei? Para ser burlada. Regra? Para ser adulterada, falta decoro na alma do povo, falta cal neste reboco, um tanto complacente sem rosto. A preferência latente pela omissão. O jeitinho de moral flexionada a maneira de enganar enganando-se.

   Eu estou sendo diluído, me sinto esvaindo e o que vai ficar certamente não terá mais opinião. Pasta base, mais um punhado de massa de manobra, ver corrupto se eleger sucessivamente e achar a coisa gostosa.

   Ver o caçador perder a pele que agora fica exposta ao sol como bandeira da vitória de mais um momento de devassidão. E então na nulidade oblíqua a paz dos omissos. O caminhar na completa falta de compromisso, porque nesta hora não sou mais reflexivo.

   Eu? Meu caro amigo não estou nem aí, muito menos aqui. Minha imagem não mais é passível de ser retrato, no abstrato solidifiquei minhas crenças, desavenças? Para quê! Está todo mundo por aí aparentemente muito feliz.

Gerson F. Filho.

criado por gerfs.rol    17:08 — Arquivado em: Adulto, Outros, Política

22.11.08

Instinto.

Instinto.

Eu estou aqui;
No intervalo da indiferença,
Sempre que o descaso
E sua característica onipresença,
Vestem a ocasião.
Estou entre pretextos,
No meio da desculpa sem jeito;
Que o olhar tem
Para fingir que não vê.
Eu sou um tanto daquilo
Que você rejeita.
Um pouco disso que se enjeita,
Mas bolina o coração.
Eu embaço o teu espelho,
Quando no fundo,
Teu desejo me atrai.
Na hora que a vontade trai
Todos os teus princípios.
Neste momento você me usa.
Saindo a caça!
Rumo à vida,
Atrás de alguns momentos
Sem opinião.

Gerson F. Filho.


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criado por gerfs.rol    16:55 — Arquivado em: Adulto, Outros

15.11.08

Ainda que.

Ainda que.

Por ti meu amor: a essência do delírio.
Antes que o receio se imponha,
Ainda que o destino perca o equilíbrio.
Vida! Vivamos o que se sonha!

Por que devemos declinar do desejo?
Quando a alma em chama se abre,
O sentir para o corpo fica no lampejo.
Das auroras abertas em fio de sabre.

Pois desse momento fica a marca.
Onde a lâmina pousou clássica,
No forte tanger das nossas emoções.

O soar nervoso da intensa excitação.
Que de tanta paixão se impõe,
Ainda que sejamos um só coração.

Gerson F. Filho.


criado por gerfs.rol    12:27 — Arquivado em: Adulto, Outros

30.10.08

Minha emoção.

 

Jactância das mitocôndrias!
Eu sou bem mais.
Além dos ais,
Miscível em missivas,
Da matéria sou fugitivo,
Fustigo sempre a alma
Com a letra contumaz.
A calma que acalma a vaga
Vazia no meu coração.
Essa caixa de ressonância harmônica,
Repercutindo;  então a atitude dança e lança,
Nos meus olhos o brilho vivo da esperança.
Que indica minha presença, meu pacto.
Onde me adapto para não sublimar
Nos acordes de uma canção.
Porque felicidade é um estado de espírito.
E tristeza um espírito sem estado.
Abandonado, na incerteza
Incerta da ilusão.
Por isso dos meus dias faço sonho.
Nas minhas horas sou alma,
E em tantos minutos
Acabo flertando contigo,
Minha emoção…

Gerson F. Filho.


criado por gerfs.rol    8:24 — Arquivado em: Adulto, Outros, Política

29.10.08

Cidadania e o caos.

Mesmo que seja um atributo comum a todo ser humano, o raciocínio, nos dia de hoje, parece ter-se perdido na erudição dos homens. Porque, quanto mais avançamos no aperfeiçoamento da civilização, mais frágeis ficamos, quando o assunto é a defesa da sociedade.

Como disse Arthur Schopenhauer; os eruditos, em sua maioria, estudam exclusivamente com o objetivo de um dia poderem ensinar e escrever. Assim, sua cabeça é semelhante a um estômago e a um intestino, dos quais a comida sai sem ser digerida.

Quando observamos que a lei fraca não é lei, porque se ela é fraca, torna-se inócua, percebemos que o homem quando ocupa todo seu tempo, lendo e estudando, não raciocina por si. Mas sim toma emprestado o raciocínio dos outros, isso para citar novamente o filósofo.

Hoje, com os acontecimentos, com a criminalidade tomando conta do país, temos certeza de que possuímos uma lei fraca, inadequada aos dias atuais. Esta lei torna a sociedade refém dos grupos e associações criminosas, que proliferam por aí. Mas parece que ninguém vê. Apesar de possuirmos juristas renomados, esses homens, ao que parece se afogaram em erudição, permitindo que a lei não tenha a renovação adequada, para o combate ao crime nos nossos dias.

Por favor, leiam menos, estudem menos, para que surja espaço ao raciocínio lógico, uma lacuna, aonde floresça a idéia que tire a sociedade deste canto, porque se nada for feito, nem esse canto existirá mais, para refugio ao cidadão de bem. E sem isso não seremos mais cidadãos, mas sim, escravos do crime organizado.

Gerson F. Filho. (Escrito em 20/05/2006).

criado por gerfs.rol    11:37 — Arquivado em: Adulto, Outros, Política

27.10.08

Desalento.

Hoje, o canto dos pássaros, na verdade
Pode ecoar mais alegre ou triste.
E da paisagem a cor, se diferenciar com o palpite.
Acentuando em mim, a complexa camada de ilusão.
Onde o sentimento sentido sente assim o peso do sentir.
Matando minha forma clássica de emoção
Antes da chegada do último degrau da sanidade.
Porque entre extremos vivo, e ausentando-se o equilíbrio:
Resta-me unicamente a indiferente sensação de existir.
Vagar no limbo atônito do limo das aparências,
Viver para olhar a decrepitude humana.
Estar aqui e testemunhar a decadência
Que emana firme perante meus olhos.
E assim fazer estímulo com o resíduo.
Então adubar esta empobrecida terra,
Solo rebelde e inconstante que guarda o juízo
No extremo canto de uma esfera.
Para que a alegria possa enfim florescer.
Abrir novamente um ciclo.
Fazer poesia,
Ir até onde a esperança dorme.
No esplendoroso sorriso de um amanhecer.

Gerson F. Filho.

 

criado por gerfs.rol    6:53 — Arquivado em: Adulto, Outros, Política

24.10.08

Lâmpadas e mariposas.

Um texto meu, já antigo, mas em época de eleição sempre atual.

     Atração, essa coisa inevitável, que traduz no impulso insustentável à vontade sem limites de olhar e seguir o rumo. Existem pessoas que são lâmpadas, existem pessoas que são mariposas.

    Felizmente existem muito poucas propensas a ser lâmpada. A maioria, claro, mariposas. Por que lâmpadas são raras? E devem ser raras? Porque nesta energia emanada, mora o perigo. Um perigo escondido por detrás do fascínio de tanto brilho.

    O desequilíbrio de não saber lidar com tamanha força. Os líderes são assim, lâmpadas. Mas historicamente sabemos que muitos, como a lâmpada literal, levaram suas mariposas para a destruição.

    Aquecidos na fragrância ozonizada do seu poder, esquecem-se que esse brilho é o farol, o sinal para tantos corações, e não uma armadilha para inocentes. Portanto vamos aguardar, esperar para saber se a luz que as mariposas viram, parte da esperança, ou simplesmente é um artifício do predador.

Gerson F. Filho.

Cuidado com seu voto, depois… São 4 anos rindo na cerca…

criado por gerfs.rol    21:47 — Arquivado em: Adulto, Outros, Política

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